Morungaba
é um dos 16 primeiros municípios brasileiros que oferecem padrão de vida
adequado para a população. No Estado de São Paulo, é o sexto melhor, depois de
São Caetano do Sul, Águas de São Pedro, Santos, Holambra e Vinhedo.
A estância é um
dos destaques do Atlas da Exclusão Social no Brasil, pesquisa coordenada pelos
economistas Márcio Pochmann e Ricardo Amorim, com a participação de
pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), USP (Universidade
de São Paulo) e PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). O
trabalho, que se transformou em livro editado pela Cortez Editora, com 224
páginas, vendido a R$ 29,00 cada, foi apresentado no Fórum Social Mundial,
encerrado segunda-feira passada (27.01.03) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
A posição de Morungaba, com seus 10 mil habitantes (em 2016, tem aproximadamente 13 mil habitantes), é mais uma qualidade a
contribuir com sua imagem positiva de estância climática. Ela tem o menor
índice de exclusão social entre os sete municípios limítrofes: Amparo, Bragança
Paulista, Itatiba, Campinas, Pedreira e Tuiuti.
Assim, no caso dos municípios
que estão entre os 100 melhores, fica com a 16ª posição, enquanto Campinas
aparece na 21ª, Itatiba na 60ª e Amparo na 74ª. Na região de Campinas, perde
somente para Holambra, na 7ª posição, e para Vinhedo, na 10ª. Está à frente de
estâncias tradicionais como Rio Quente (GO), com a 50ª melhor marca, Poços de
Caldas (MG), na 69ª, e Serra Negra, na 97ª.
O Atlas da Exclusão Social no Brasil revela que, entre os 5.507 municípios
brasileiros, 42% tem alto índice de problemas. Apenas 200 oferecem padrão de
vida adequado, a partir da melhor situação social.
O Índice de Exclusão Social (IES), que varia de zero a um, mostra que quanto
mais próximo de zero pior é a situação. Assim, Morungaba recebeu 0,705,
Campinas 0,681, Itatiba 0,646 e Amparo 0,638.
A posição morungabense, em
detalhes: 0,784, no Índice de Pobreza; 0,725, no Índice de Juventude; 0,873, no
Índice de Alfabetização; 0,520, no Índice de Escolaridade, 1,000 no Índice de
Emprego Formal; 0,964, no Índice de Violência; 0,147, no Índice de
Desigualdade.
O município de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, com 0,864, foi considerado
o mais adequado, seguido de Águas de São Pedro (0,835) e de Florianópolis
(0,815). A capital paulista, São Paulo, fica com a 30a posição. O município de
maior exclusão social do País é Jordão, no Acre.
O IES é considerado mais completo que o Índice de Desenvolvimento Humano
Municipal (IDH-M), criado pela Organização das Nações Unidas (ONU), embora
ambos tenham a mesma base, o Censo 2000, do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística).
O novo indicador, que destaca Morungaba, analisa mais variáveis, segundo
informação disponível no endereço eletrônico da Unicamp (www.unicamp.br).
Enquanto o índice da ONU analisa educação, renda e saúde/longevidade - o que os
pesquisadores consideram insuficiente -, o Atlas da Exclusão Social inclui, por
exemplo, homicídios e emprego formal. (Texto de José Aparecido Miguel, para o
semanário Acontece! em Morungaba - 30.01.2003)